Vamos falar sobre Gestão de Alergênicos?

Nos últimos anos houve um aumento das alergias alimentares no Ocidente. As reações muitas vezes fatais são derivadas de vestígios de alimentos que contém alergênicos não declarados, o que leva a necessidade de maior cuidado por parte dos consumidores e consequentemente da indústria de alimentos em rotular corretamente. 

Assim, são necessárias declarações na rotulagem em conformidade com as leis aplicáveis que devem ser descritas para que os consumidores possam fazer escolhas conscientes e que protejam sua saúde. Devem ser consideradas como regras para rotulagem:

  • Presença intencional de alimentos alergênicos e seus derivados, por fazerem parte da composição do produto;
  • Possibilidade de contaminação cruzada com alimentos alergênicos ou seus derivados; 
  • Ausência de alimentos alergênicos e seus derivados.

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É importante saber que a gestão de alergênicos nas empresas produtoras de alimentos precisa ter um enfoque preventivo e que considere toda a cadeia produtiva envolvida, do campo à mesa do consumidor, incluindo serviços (como ex. transporte, lavanderias, armazenamento) e o próprio varejo, para que todos os riscos possam ser identificados e medidas de controle possam ser estabelecidas para prevenir e/ou reduzir o nível de contaminação no produto final. 

As empresas que não expõem alimentos para venda direta ao consumidor e vendem seu produto fora de embalagens, podem comunicar a presença de alergênicos através de outros meios, como fichas técnicas e cardápios, por exemplo.

A contaminação cruzada por alergênicos e falhas de rotulagem são as principais causas de ingestão acidental por alérgicos e que acabam desencadeando todos os sintomas e reações, podendo variar de erupções na pele a choque anafilático e, até mesmo, resultando em morte.

Considerando as severas consequências das alergias alimentares, as empresas produtoras de alimentos precisam estar conscientes sobre a necessidade de desenvolver programas de controle de alergênicos eficazes que considerem uma comunicação transparente e adequada com seus consumidores e clientes.

No Brasil, os alergênicos que são controlados pela ANVISA estão listados abaixo. Fique atento! Se a empresa exporta, é importante levantar as leis do país, pois a lista de alergênicos variam e pode ser necessário que seja informado outros tipos de alergênicos.

Alergênicos declarados na RDC 26 de 02 de julho 2015:

  • Trigo, centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas;
  • Crustáceos;
  • Ovos;
  • Peixes; 
  • Amendoim;
  • Soja;
  • Leites de todas as espécies de animais mamíferos;
  • Amêndoa (Prunus dulcis, sin.: Prunus amygdalus, Amygdalus communis L.); 
  • Avelas (Corylus spp.);
  • Castanha-de-caju (Anacardium occidentale);
  • Castanha-do-brasil ou castanha-do-pará (Bertholletia excelsa); 
  • Macadâmias (Macadamia spp.); 
  • Nozes (Juglans spp.);
  • Pecãs (Carya spp.);
  • Pistaches (Pistacia spp.); 
  • Pinoli (Pinus spp.);
  • Castanhas (Castanea spp.); 
  • Látex natural.

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Para ter um programa de controle de alergênicos eficaz, você precisa considerar:

– Reconhecimento e entendimento dos requisitos aplicáveis (legais, clientes, etc);

– Identificação das fontes de alergênicos interno ou na cadeia produtiva;

– Avaliação dos riscos de contaminação cruzada e definição de medidas de controle;

– Avaliação contínua dos fornecedores de matérias-primas, ingredientes, insumos e serviços;

– Rotulagem ou declaração adequada dos alergênicos intencionais ou não intencionais;

– Conscientização e responsabilização dos colaboradores;

– E uma comunicação interativa sobre o assunto, com as partes interessadas relevantes;

A S2G pode te ajudar a desenvolver uma gestão de alergênicos eficaz.

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Publicado no site em 16 de julho de 2019