A Gente Não Quer Só Comida

PRATO

Compartilho com vocês um pouco da minha experiência no Museu do Amanhã, na Exposição Prato Do Mundo – Comida para 10 Bilhões nessa tarde de terça-feira (8 de maio). Inclusive dia em que a entrada do Museu é gratuita, ou seja, “cultura pra todos”! Importante saber que não tenho a pretensão em passar aqui uma explicação técnica e detalhada dos temas, até para não dar spoiler, mas sim falar sobre minhas percepções.

De acordo com dados da ONU hoje, em 2019 somos 7,6 Bilhões de pessoas e em 2050 seremos 10 bilhões, portanto se mantivermos o ritmo de consumo atual vamos precisar de 40% a mais de água, 50% a mais de energia e 60% a mais de comida. O que nos mostra que precisamos de uma mudança de paradigma e comportamentod, substituindo o modelo agrícola das últimas décadas por sistemas de produção sustentáveis e eficientes, combatendo é claro, o desperdício, sabendo que um terço do que produzimos no planeta é desperdiçado. Sim, eu disse um terço, pasme!

Com os dados acima, vem uma pergunta que não quer calar, como conseguiremos suprir essa demanda de comida tendo em vista que as mudanças climáticas ocorrem em sinergia com esse crescimento populacional?

E foi respondendo parte dessa pergunta que a amostra apresentou soluções para o cultivo de alimentos em locais pouco ou inexplorados  (como em desertos e áreas geladas), o uso da tecnologia, como exemplo drones e satélites no campo (existe drone fazendo papel de abelha para continuar a polinização),  fontes alternativas de proteínas (como no caso dos insetos), domesticação da produção de alimentos (pense num lindo tomateiro enfeitando seu escritório), motivação pela cultura de fazer alimentos (que tal cozinhar em casa ou convidar os amigos para fazer os doces da festa) e muito mais.

Uma das reflexões que a exposição trouxe a luz, é de que mundo não vai precisar só de comida para 10 bilhões em 2050, mas também da produção de alimentos que não degrade o meio ambiente, que proteja a biodiversidade e amenize o aquecimento global. E que considere o aspecto humano, em todos os seus sentidos, respeitando sua cultura, com menos desigualdade, com condições seguras de trabalho e segurança alimentar.

O papel individual em desenvolver uma consciência sobre o ato de comer e a reflexão das consequências de nossas escolhas alimentares pode ser o primeiro passo a ser dado, afinal as consequências das nossas ações vão refletir na sociedade e no mundo. Vivemos no mesmo planeta!

A forma como você vai fazer a sua parte eu não sei, mas ao final da exposição eu assumi que profissionalmente vou trilhar essa jornada através da disseminação do conhecimento e pessoalmente me comprometer em substituir a carne por cogumelos e insetos no futuro (que seja breve!) Juro que vou me esforçar. Ganhei até sementes de manjericão como incentivo a esse novo jeito de viver!

Quer saber mais sobre essa exposição? Entre no site: https://museudoamanha.org.br

Por Natália Lima


Publicado no site em 8 de maio de 2019